Marcos Goiano: “A minha formação acadêmica ajuda na carreira pornô”

Você provavelmente já ouviu falar dele. E se não ouviu, é só uma questão de tempo. O que não falta na internet são vídeos, fotos e informações sobre Marcos Goiano, um publicitário de 26 anos que ganha a vida como garoto de programa e ator de filmes adultos.

Bonito e articulado, o jovem publicitário aliou seus conhecimentos acadêmicos com o prazer pelo sexo, e tornou-se o melhor marqueteiro de si mesmo. Marcos é formado em publicidade e propaganda e tem veia extremamente empreendedora. Em outras palavras, sente cheiro do sucesso quando vê uma oportunidade.

Para se ter ideia, ele consegue reunir hoje cerca de 130 mil seguidores no Twitter e milhares de outros fãs afoitos por novas produções. Tanto que, em breve, vai lançar seu site pessoal, apenas para assinantes. Nas redes sociais, ele já divulga trechos do que vem por aí – mais uma jogada do publicitário, que demonstra não ter apenas habilidade no sexo, mas naquilo que estudou na universidade.

E tudo começou a partir da ideia de divulgar vídeos amadores feito com seus próprios clientes – com autorização, é claro. Com o sucesso dos primeiros videos, mais e mais clientes passaram a pedir outros conteúdos em diferentes posições, fantasias e cenários, até que, finalmente, tanta dedicação e talento nato chamaram atenção das produtoras do pornô. Não demorou muito até pintar o primeiro trabalho profissional para o mercado. Desde então, ele não parou mais.

Na entrevista a seguir, Marcos Goiano, cujo nome verdadeiro é Tarcizio, conta um pouco da sua experiência na indústria do sexo, sobre como aliou a publicidade aos seus interesses, além do desejo de produzir mais e mais conteúdo para o mercado brasileiro e internacional.

Como foi a transição de garoto de programa para ator pornô?

Não foi nada pensado. Aconteceu. Já fazia programa há uns quatro ou cinco anos. Em São Paulo, percebi que muitas pessoas gostavam de ver vídeos antes de marcar o encontro, era sempre um pedido dos próprios clientes. Pensando nisso, com meu olhar de publicitário e marqueteiro, pensei: por que não oferecer esses materiais aos clientes? Fazia isso com aqueles que autorizavam e pediam. Além de pagar pelo programa, eu saia de lá com um material para me promover. Era uma via de mão dupla.

E qual foi a repercussão disso?

Ainda não tinha ideia de que aquilo iria explodir da forma que explodiu. Foi um furacão. Consequentemente, esses vídeos chamaram atenção de algumas produtoras, que começaram a me convidar para fazer filmes mais profissionais. O primeiro foi para Meninos Online intitulado “Famosos da Internet”, justamente com alguns caras que estavam fazendo sucesso  de forma amadora, como eu. Logo na primeira cena encarei o Leo Felipo e o Izys Gringo.

Uma coisa é você ter um celular na mão fazendo um vídeo, outra é ter câmeras profissionais, produtores, holofotes… como foi essa mudança?

Fiquei tenso, é claro, mas logo na sequência surgiu o convite da Mundo Mais para atuar. Aliás, antes mesmo antes de sair o trabalho da Meninos Online, gravei com eles. Fiz uns cinco filmes com a Mundo Mais. Aí, quando comecei a investir mais em redes sociais (Marcos tem quase 130 mil seguidores apenas no Twitter), a coisa foi crescendo, crescendo e ganhando proporções inimagináveis. Logo a MachoFucker me chamou para gravar. Depois gravei para Hotboys e não parei mais. Não foi nada pensado, como disse, mas aconteceu a partir da minha iniciativa de me expor.

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Houve uma evolução nesse processo?

A evolução aconteceu na experiência. De não ficar mais inibido com as câmeras no set e as olhando e dizendo como você deve dar, como deve abrir as pernas, etc. Hoje não sinto mais tanto medo de estar em frente às câmeras, mas isso não quer dizer que não sinto aquela emoção ou friozinho na barriga. Ainda sinto simplesmente porque sempre é diferente, do produtor ou ator, tudo é sempre diferente do que já foi. No Mundo Mais, por exemplo, é sempre com camisinha, já na Hotboys é sempre sem. Cada uma com uma pegada diferente, com uma proposta inovadora, mas com o mesmo objetivo: dar prazer para o público. Eu tento não passar nervosismo, mas acho que a gente só tenta. Independentemente da experiência do ator, sempre vai ter aquele nervosismo.

Como era o ator Marcos no início e como é ele agora?

Era um novo ator, que não tinha percepção do que iria acontecer. Pra mim, aquele inicio era apenas um novo trabalho meio que sem muitas expectativas. Hoje, quando eu faço um novo trabalho, já penso na repercussão, se vai ser positivo ou não, tenho uma visão mais estratégica, o que poderia ser melhor, o que devo fazer para deixar mais interessante. Hoje já tenho essa visão. Antes, eu não tinha. Ia no nervosismo e sem expectativas. Tudo é uma questão de visão estratégica mesmo, profissional, para agradar o público. Como um bom virginiano, sou muito crítico e autocrítico. Eu me puno quando erro. Quem é virginiano sabe do que eu estou falando…

Existe preferência por alguns atores?

Sempre tem atores que a gente gosta mais de trabalhar. O que determina isso é a entrega e profissionalismo de cada ator. De todos os atores que já contracenei, o Bento, aqui do Rio, foi um dos que mais gostei, e é um dos menos dotados. Por incrível que pareça, de todos que gravei na vida, ele tinha o menor pau, acho que uns 18cm. O segredo? A pegada, a masculinidade. Apesar de ser bi, e casado com mulher, quando estava comigo, estava comigo. Eu sentia vontade nos olhos dele. Percebia que ele estava ali porque queria estar dentro de mim. Isso faz com que a cena fique melhor, que a gente se entrega mais. Se a cena vai ficar boa ou não, isso é outro departamento que envolve diretor, câmera, cenário. Nem sempre depende da gente. São coisinhas que vai te deixando mais tranquilo. Quando uma cena é feita com um cara totalmente hetero, que não beija, não chupa, não faz porra nenhuma, você acaba ficando muito mais tenso.

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Transar com caras que são objeto de desejo de uma audiência enorme requer quais tipos de habilidades?

Olha, é uma grande responsabilidade. Fazer o passivo e dar para os caras que são símbolos sexuais e que muita gente gostaria de dar requer coragem e responsabilidade. Os passivos gulosos, principalmente, sonham em dar para esses caras. Todo mundo comenta a cena com o Leo Felipo até hoje, que tem o pau grande. A cena com o Andy foi maravilhosa, dono de um pau super grosso. O Bento com sua pegada máscula. O Arthur, do Mundo Mais, que cara delicioso, foi muito gostosa. Além de paus grandes, esses caras têm paus grossos, especiais. Também devo citar o Caio Carioca,  meu parceiro na terceira cena. Depois fiz dupla penetração com Nelson e Daniel Carioca. A última cena foi com o Felipe Ruivo, que por sinal é também super dotado.

Há algo ainda a ser dito em relação a fazer filmes sem camisinha ou é um assunto encerrado para você?

Essa é uma pergunta que sempre persegue os atores do cinema adulto. Vou ser bem claro. As produtoras exigem exames. Ambos os parceiros têm de estar de acordo em fazer exames. Cenas barebacks exigem exame de HIV de ambos os parceiros. Estando negativo, a cena é realizada. Não estando, não é.

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Você é um cara com bastante experiência. Há espaço para algo que ainda não foi feito?

Sim, com certeza. Por exemplo, no Mundo Mais, fui convidado para participar de um projeto, que foi a Oficina de Diretores. Eu tinha a liberdade de criar meu próprio roteiro e produzir minha própria cena. Eu que escolhi ator, fiz tudo. Na Hotboys, foi a mesma coisa. Eu que convidei o Andy Krugger. Gosto de imaginar situações e colocá-las em prática. No sexo, tenho ainda vontade de fazer um bang, com 10 ativos me comendo, com leite escorrendo no meu corpo. É uma coisa mais hard.

Existe um lado fofinho que a gente desconhece?

Tenho vários. Gosto de trabalhar isso. Cada pessoa tem sua fantasia, social, militar, skatista, recentemente fiz um ensaio mais hard, que pega uma linha mais couro preeta, mas fiz um outro ensaio todo de menininho, de óculos, de menino bonzinho, que de fato sou. Sou bonzinho e putão, bom moço, tudo ou mesmo tempo.

Já explorou esse lado em alguma produção?

Ainda tenho vontade de fazer uma cena mais romântica, contando a história do dia a dia de dois namoradinhos. No fim do dia, rolar um sexo mais pro lado carinhoso, nada forte, de namoradinhos mesmo. Ainda vou fazer uma cena assim. Quero fazer um banheiro também. Na Hotboys, a ideia era fazer uma cena assim, mas acabamos mudando o roteiro. Existem milhares de ideias, mas as que mais mexem comigo são aquelas voltadas para os locais públicos. Aquele sexo que acontece do nada. Por exemplo, estou no banheiro, olhou para o pau do cara e aconteceu. Ou estou na balada, na pista, olhou pro cara, correu pro banheiro, e deu pro cara. Gosto disso. Gosto de passar realidade no que faço. Encho muito o saco dos produtores com essas ideias. Ficaria horas e horas falando sobre cenas possíveis que ainda tenho vontade de fazer.

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Você vai focar no mercado internacional em algum momento da sua carreira?

Sim. A visibilidade é ainda maior lá fora, mas pra isso preciso deixar o Brasil. Alguns brasileiros que começaram aqui, como o Andy Star e Jonathan Miranda, e aquele de 27 cm que esqueci o nome, já faziam cenas aqui e foram para Europa. É só uma porta de entrada. Tenho vontade sim, mas tenho consciência de que tenho que estar lá, acho que por isso não arrisquei. Quando eu decidir, acho que não vai ser algo tão difícil. Está nos meus planos, mas não tenho previsão de quando que eu vou.

O que você pensa que deveria aprimorar para atingir esse mercado, quando decidir atingi-lo?

Tenho consciência de que preciso começar a malhar. Eu me acomodei um pouco porque, na Mundo Mais, por exemplo, não existe um padrão de idade, corpo, um perfil especifico. É um site eclético, com garotos jovens, carecas, barrigudos, pau pequeno, pau grande. A única coisa que não aderiram por lá ainda foi o bareback (risos), de resto é um site completo, para todos os públicos. Por esse motivo, confesso, dei uma relaxada. Com meus novos projetos, além de gravar para a Hotboys, e o meu site que vem aí para assinantes, com vídeos caseiros, eu percebo que preciso correr atrás disso. Comecei a malhar recentemente. Com um corpo melhor, as portas abrirão mais facilmente na Europa, quando eu decidir ir.

Pelo Twitter, você inclusive tem divulgado teasers do novo site. Vai ser um espaço para quem é fã mesmo?

Sim e não vai ter conflito com meu trabalho comercial. Vou continuar produzindo. O site vai ser exclusivamente de vídeos caseiros. Irei dividir as cenas com meus convidados. Em breve, divulgarei o endereço para os interessados em assinar.

Marcos Goiano atende nas principais capitais, por temporada.

Siga o @gpmarcosgoiano no Twitter. 

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