Higor Blanco: “Não sou santo, mas estou longe de ser puto”

Um cara normal, com rosto e corpo comum. É assim que o paranaense Higor Blanco, de 36 anos, se define. Mas foram justamente essas características que renderam a ele um convite para atuar em uma produção adulta, em 2014, que acabou projetando-o à uma certa fama repentina.

Intitulado de Aluga-se por Temporada – Chaves na Portaria, o filme que ele estrelou foi lançado por uma extinta produtora brasileira e retrata, em DVD, a história de um porteiro, vivido por Higor.

Na história, o porteiro safado é responsável por apresentar um apartamento vazio para possíveis inquilinos e é lá dentro que tudo acontece. Higor joga todo o seu charme e a transa corre solta. Ele cai para o abate!

Para este trabalho foram gravadas quatro cenas no total, que renderam uma repercussão além do esperado. Muito desse sucesso, é claro, se deve a outros atributos. É que apesar de rosto comum e “barriguinha grande” e ser “baixinho”, como ele mesmo diz, o ex-ator pornô é dono de uma belíssima piroca de, digamos, 22cm – ele não sabe ao certo o tamanho.

Atualmente, fora dos holofotes, Higor acredita que fez pornô por acaso, pela experiência. O que talvez ele não sabe é que nunca saiu do imaginário daqueles que ainda esperam ver mais dele.

Quem sabe um dia ele retorna?

O Inside Porn conversou com exclusividade com o garotão.

Como foi a sua passagem relâmpago pela indústria pornô?

Eu estava em um bar na zona norte do Rio, troquei telefones com uma pessoa que me encarava com muita vontade. No outro dia, ele me ligou e convidou para encontrá-lo em sua casa, no mesmo bairro que eu estava. Fazia apenas três meses que eu havia mudado para o Rio de Janeiro. Na casa dele, rolou a proposta de fazer o filme.

Você aceitou?

Não, não de cara. Era para um filme gay, minha família não sabe, mas a curiosidade me levou a aceitar. Não foi nem pela grana. Disse a ele: “pow, sou baixinho, barrigudo”. Mas era exatamente o que ele estava procurando.

Por que? Qual era a proposta do filme?

A proposta era um filme com caras normais, do dia a dia, para retratar a galera da zona norte do Rio de Janeiro. Nada de corpo sarado, rostinho de modelo. A ideia era homens normais.

E daí então surgiu o DVD que a gente conhece?

Exato. Na verdade, fiz apenas um filme, que gerou um DVD com quatro cenas minhas. O tiítulo foi Aluga-se por temporada – chaves na portaria, lançado há quatro anos.

Qual foi a repercussão desse trabalho?

A repercussão foi muito legal. As pessoas esperam filmes gays com caras malhados e eu imaginava que não faria sucesso por isso. Foi justamente o contrário. As pessoas passaram a me reconhecer na rua, nas baladas, nas praias, nos bares. Até outro dia, eu estava em um bar aqui no Rio e uma pessoa disse: “você não é o Higor, dos filmes?”. Eu acho legal quando me cumprimentam.

Com todo esse sucesso, não pensou em seguir carreira?

Não. Desde o primeiro momento eu sabia que ia ser apenas um filme. Não fiquei deslumbrado. A única coisa que não é legal é que sou tranqüilo para sexo. Não sou santo, mas não sou muito putão, como imaginam. Não sou de transar com muita gente, todo dia.

As pessoas confundem, então, o personagem do filme com o verdadeiro Higor?

Muito. Não sou santo, mas estou longe de ser puto. Não gosto tanto de sexo assim. Não é porque fiz um filme pornô que o sexo me controla.

Ainda assim, preciso dizer, você tem um pau lindo. Como é essa relação?

Na verdade, lido bem. Gosto de ficar com pessoas que querem ficar comigo pelo que sou, não porque querem apenas minha piroca. Normalmente, eu fico com quem quero ficar. Quando saio com alguém que só quer meu corpo, eu jogo o jogo da pessoa. Dou a ela o que ela quer, porque certamente estou querendo me divertir também. Uma curiosidade é que eu nunca me dei conta de que era dotado. As pessoas passaram a comentar isso…

Você toparia um retorno aos filmes?

Não, não tenho intenção mais. Não é o que eu quero, mas se rolar uma grana boa, poderia conversar. Por pouca coisa, eu mostro apenas minha cara mesmo.

E esses sites com conteúdo solo?

Isso seria legal. Até gosto dessas coisas assim, independentes, solo. Acho que toparia fazer. Quem sabe não surge algo por ai?

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